
CINEMA NO PARÁ: AMAZÔNIA EM MOVIMENTO
Curador: Ramiro Quaresma
Mostra de filmes realizados no estado do Pará entre as décadas de 1960 e 2020 em uma curadoria temática e poética montando um panorama desta produção audiovisual amazônica.
São 24 títulos divididos em seis sessões: “Encantarias” com obras com elementos mágicos e sobrenaturais, “Batidas e ritmos” onde a música e a dança são protagonistas, “Ribeirinhos” tendo a paisagem dos rios amazônicos como cenário, “Belém do Pará” e a nossa capital como cenário, e “Animações amazônicas”, uma pequena mostra de animações de realizadores paraenses para o público infantil de todas as idades.
Uma oportunidade para o público mineiro de conhecer a filmografia quase desconhecida mas que pulsa em criatividade e poesia, em ficções, documentários e animações que tem a amazônia paraense como paisagem natural e humana.
O curador da mostra, Ramiro Quaresma, é professor do Instituto de Ciências da Arte da Universidade do Pará, e em 2023 defendeu na Escola de Belas Artes da UFMG sua tese de doutorado sobre a história do cinema e do audiovisual do Pará.
Dia 01 – Encantarias (20/08 – Terça) 16H

1- COVATO – Desenterre seus Segredos. Direção, Roteiro e Edição: Emano Franklin. Elenco: Enzo Aguiar, Evandro Boa Morte, Sandro Vidal, Elizangela Dezincourt, Elder Aguiar, Ray Brito, Andria Lopes. 2018. 17 min. Santarém-PA.
“O curta, que foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2019, se passa em dois tempos, um nos anos 1970 e outro décadas antes. Mistério e terror às margens do Rio Tapajós.”

2- JULIANA contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista. Direção: Roger Elarrat. Roteiro: Adriano Barroso, Roger Elarrat. Elenco: Leoci Medeiros, Geisa Barra, Nani Tavares, Tiago Assis. Belém. 2012. Cor. Son. Filmado em 35mm.
“O fantástico ocupa espaço cativo na filmografia de Roger, e a partir de uma narrativa mítica popular o filme é um drama baseado em uma crença popular e mitologias amazônicas, que adota tons de suspense e até de terror.”

3- RAIMUNDO Quintela, caçador de vira porco. Roteiro e Direção: Robson Fonseca.Elenco: Paulo Marat, Natal Silva, Nanna Reis, Ester Sá, Albuquerque Pereira, Francisco Gaspar, Roger Paes. Produtora: Mano Mana Filmes. Belém. 2018. 15 min.
“Raimundo Quintella é um “caça-fantasmas” amazônico que ajuda moradores a se livrarem de encostos e maldições.”

4 – A ILHA. Direção: Mateus Moura. Roteiro: Mateus Moura, Felipe Cruz, Kid Quaresma, Marcelo Marat, Rafael Couto, Romario Alves, Juliana Maués. Elenco: Rosilene Cordeiro, Kid Quaresma, Carline Ramos, Tia Lili, Adilardo Seabra, Paulo Marat. Belém. 59 min. 2013.
“”A ilha” surge de suas andanças pela ilha de Cotijuba, distrito de Belém onde foi rodado o filme, e em contato com as histórias míticas do lugar onde os desafetos de períodos ditatoriais no Pará eram enviados para morrer. A ilha de Cotijuba é um personagem desse filme de Mateus Moura. Uma história de amor e morte na fronteira entre o real e a encantaria.”
Dia 02 – Batidas e ritmos (22/08 – Quinta) 16H – Livre

5 – MADÁ. Direção e roteiro: San Marcelo. Elenco: Luana Oliveira, Astréa Lucena, Alana Ribeiro. 2022. Bragança (PA). 22 min.
“Madá é uma pequena fábula sobre a vida de uma jovem trabalhadora na cidade de Bragança, que vive uma vida difícil com a mãe e sua irmã, e sonha se tornar dançarina de um grupo de tecnobrega.”

6 – BREGA s/a. Direção, roteiro e edição: Vladimir Cunha e Gustavo Godinho. (Documentário) Belém. 55 min. 2009.
“Uma imersão no universo da cadeia produtiva do tecnobrega em Belém e arredores. Uma longa jornada noite adentro nas festas de aparelhagem na periferia de Belém, seus principais articuladores, o mercado de venda de cds e dvds e os artistas que protagonizam as noites iluminadas e lisérgicas do tecnobrega paraense.”

7 – BATALHA de São Braz. Direção, Roteiro e Montagem: Adrianna Oliveira. (Documentário) Belém. 2015. 25 min.
“A “batalha” de hip hop acontece à noite na área externa do Mercado de São Braz, monumento arquitetônico centenário de Belém. Tem que ser sagaz pra rimar na Batalha de São Bráz a ser narrada pelo filme, da reivindicação de espaços para a cultura da periferia.”
Dia 03 – Animações amazônicas Bloco 01 (24/08 – Sábado) 14H – Livre

8 – A HISTÓRIA de Zahy. Direção: Otoniel Oliveira. Produção: Iluminuras Estúdio de Animação de Filmes Ltda. Belém – Pará – Brasil, 2018. 8 min.
“Conta o mito da criação da Lua segundo a tribo Tembé-Tenetehara a partir da jornada de herói de Zahy, um guerreiro enviado pelos deuses.”

9 – ADMIRIMIRITI. Direção: Andrei Miralha. Roteiro: Adriano Barroso. Belém. 2005. 11 min.
“Em Admirimiriti os tradicionais brinquedos ganham vida, e suas representações mais tradicionais participam desta aventura animada, que obviamente acontece na quadra nazarena, quando Belém se veste de cores e música na semana que antecede a procissão do Círio de Nazaré.”

10 – PEDAÇOS de pássaros. Direção: Andrei Miralha, Marcílio Costa. Belém. 2016. 13 min. Realizado com recursos da Lei do Audiovisual/MINC.
“uma simbiose entre poesia e animação, onde o texto se transforma em imagens, sem limites com o real ou o verossímil e pode voar em todas as direções.”

11 – ICAMIABAS na cidade Amazônia. (Série) Direção: Otoniel Oliveira Roteiro: Otoniel Oliveira, Petrônio Medeiros. Belém. 2021. 10 min.
“A equipe de garotas indígenas ambientada em terras amazônicas, enfrenta uma série de vilões que ameaçam a floresta e sua diversidade. As quatro garotas Luna, Laci, Conori e Thyhi enfrentam seres míticos como Boitatá, Caipora e Vira-porco, enquanto lidam com problemas típicos de adolescentes.”

12 – ALLEGRO pero no mucho. Direção: Cássio Tavernard. Roteiro: Adriano Barroso e Cássio Tavernard. Elenco: Ailson Braga, Ester Sá, André Mardock, Adriano Barroso, José Leal e Adriana Cruz. Belém, 2019. 23 min.
“Allegro pero no mucho tem uma premissa apocalíptica. Belém está no fundo do rio e a turma da pororoca vai ao Theatro da Paz, percorre seus corredores submersos perseguidos por piranhas e se embrenha nas coxias do nosso maior palco cênico e musical.”
Dia 04 – Ribeirinhos (27/08 – Terça) 16H – Livre

13 – VILA da Barca. Direção: Renato Tapajós. Belém. 1964. 10 min. Belém/ São Paulo. p&b. Son. Filmado em 16mm.
“No documentário em curta-metragem Vila da Barca existem dois platôs, em sua narrativa fílmica, uma é a locução jornalística e a outra é a locução poética. A primeira narra ao estilo dos cinejornais, porém com um viés mais político e crítico que descreve as péssimas condições de moradia dos moradores da invasão.”

14 – MARIAS da castanha. Direção: Edna Castro, Simone Raskin. Belém. 30 min. 1987.
“História das mulheres que trabalham na empresa de beneficiamento da castanha-do-pará e seu cotidiano, onde acompanhamos toda a cadeia produtiva desde a sua coleta no meio da floresta amazônica, seu transporte através dos rios até sua chegadas nas fábricas localizadas às margens do rio Guamá.”

15 – MARAJÓ das Letras – Os abridores de Letras da Amazônia Marajoara. Direção: Fernanda Martins e Marcelo Rodrigues. Belém, 2018, 30 min.
“Uma pesquisa sobre o design vernacular amazônico mapeou o design único que caracteriza os barcos pelos rios da Amazônia. Um design popular e autêntico que é um patrimônio cultural.”

16 – MEU tempo menino. Direção e roteiro: Emano Franklin. Santarém (PA). 25 min. 2006.
“O roteiro segue o dia de um garoto que vai do interior vender picolé na cidade e se envolve em pequenas aventuras. Simples e preciso, amazônico de fato, como poucos filmes realizados no estado do Pará conseguiram ser. “
Dia 05 – Belém do Pará (29/08 – Quinta) 16h (+16)

17 – VER-o-peso. Direção: J.Guedes, S.Freitas, P. Roland. Belém. 1984. 14 min.
“Um poeta recita poemas em locações pelos arredores do principal ponto turístico de Belém, o Ver-O-Peso, imagem símbolo de Belém, seu rio, os barcos e os homens que nele trafegam, os carregadores, as barracas de gêneros oriundos das matas. O filme mais importante da nossa cinematografia.”

18 – O HOMEM do Central Hotel. Direção e Roteiro: Zienhe Castro. Elenco: Ana Sofia Folch, Rafael Siege, Rafaella Cândido. Belém, 2019. 20 min.
“Tendo como cenário o clássico hotel no centro de Belém, o melodrama criado como uma fotonovela pela fotógrafa paraense Walda Marques, conta uma história de amor e sedução ambientado nos anos 1960.”

19 – ENQUANTO chove. Direção e roteiro: Alberto Bitar e Paulo Almeida. Belém. 18min. 2003.
“ É cinema, audiovisual, fotografia, teatro e arte contemporânea simultaneamente, e uma ode à chuva que é parte da nossa alma. Poético e existencial, carregado da sensação de encontrarmos um cartão de memória na rua e invadir a privacidade de um grupo de pessoas.”

20 – MONTEIRO Lopes. Direção e roteiro: Bianca D’aquino. Belém, 2022. 27 min.
“Uma versão atual da história da criação do doce Monteiro Lopes, um biscoito amanteigado criado em Belém por dois doceiros vizinhos, para um romance entre as filhas dessas famílias de confeiteiros.”
Dia 05 – Animações amazônicas – Bloco 2 (31/08 – Sábado) 14h

21 – NOSSA Senhora dos Miritis. Direção: Andrei Miralha. Elenco: (vozes): Ester Sá, Andréa Rezende. Roberto do Vale. Belém. 10 min.
“O filme foca na história de uma artesã no município de Abaetetuba que está construindo uma procissão do Círio de Nazaré feita em miriti, como retribuição à graça alcançada de uma promessa feita à Santa. Ela constrói sozinha cada elemento da procissão em miriti, a berlinda, os promesseiros e até a Basílica de Nazaré. Os brinquedos ganham vida e o sonho acontece.”

22 – CADÊ o verde que estava aqui. Direção e Roteiro: Biratan Porto. Elenco: (vozes) Estar Sá, Ailson Braga, Adriano Barroso, André Mardock, Mário Filé, Marina Paz Barroso. Belém. 11 min.
“Conta a história de uma cidade fictícia onde a política conivente com uma economia predatória destrói a cobertura verde da cidade e a população paga o preço pelo descaso.”

23 – MURAGENS, crônicas de um muro. Direção: Andrei Miralha. Belém. 2008. 12 min. Cor. Son. Animação em Stop Motion e 2D.
“A feira livre montada junto aos muros do cemitério da Soledade em Belém contam histórias cotidianas da vida na capital do Pará com poesia e crítica social.”

24 – O RAPTO do peixe-boi. Diretor: Cássio Tavernard, Rodrigo Aben-Athar. Roteiro: Cássio Tavernard, Rodrigo Aben-Athar, baseado nos personagens da peça de Adriano Barroso. Elenco (vozes): Adriano Barroso, Ailson Braga, André Mardock, Ester Sá, José Leal, Belém. 2009. 15 min.
“No segundo filme da Turma da Pororoca, uma nova aventura no fundo do rio se concentra nos personagens que lá habitam, os personagens do Camarão, Seu Caranguejo e os Candirus destilam seu humor amazônico peculiar numa busca cheia de reviravoltas.”



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